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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Poemas Molhados

Sai tarde pra comprar cigarro ,
varei as ruas do centro ,
com você no pensamento .
Passei a noite em claro ,
na arte de namorar ,
trancado no banheiro ,
um caderno , cigarro e cinzeiro ,
silenciando lágrimas tristes ,
as passando pro papel molhado .
Tão sincero , tão deprimente
um grito de piedade por teu amor .
A cada trago , uma dose forte
das lágrimas que molham meus poemas ,
que estampam teu nome ,
que me torna melancólico ...
E no final das contas ,
eu paro e reflito :
De que vale montar banca ?
Se no final do dia vou estar ali ,
fumando , chorando ,
escrevendo poeminha que ninguém vai ler ,
molhados por lagrímas de sofrer .

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